Este blog tem como objetivo registrar reflexões referentes a área de Comunicação e Multimídia.

Um veículo jornalístico digital que publica informações diariamente da região sul do Rio Grande do Sul, especialmente Rio Grande e Pelotas. Este trabalho também faz parte da avaliação proposta pela disciplina de Jornalismo Digital, sob orientação da professora Raquel Recuero.

Wednesday, October 18, 2006

aula 18/10

Atividade 18/10/2006

1- Procurar três exemplos de MOBILIDADE na comunicação mediada por computador (via internet) Explicar como essa mobilidade modifica os padrões de comunicação.

*MSN – A partir do momento que o sujeito possua um Laptop com internet wireless, podendo acessar a internet do lugar que desejar, desde que o sistema não esteja restrito a um determinado local, por exemplo, um condomínio. Nesse caso, os celulares, primeiros modelos de mobilidade, também podem assumir essa mobilidade uma vez que possuam acesso à Internet.
*SMS a partir da página da operadora – É praticamente óbvio a mobilidade nesse caso, uma vez que alguém envia um torpedo de um computador qualquer (fixo ou móvel) para um aparelho telefônico móvel, que dependendo da região e da disponibilidade do sinal, receberá em qualquer localidade o conteúdo enviado.
*e-mail – Este terceiro exemplo se encaixa com a explicação do MSN e do celular, pois desde que a pessoa possua um computador móvel (laptop com Internet wireless) ou um celular que receba e-mails, ela poderá receber os conteúdos em qualquer lugar que esteja.

Conclusão: Na verdade, são novas práticas e formas de utilização da informática que estão surgindo, através de uma mudança de paradigma. A Internet fixa teve a função de agregar as tecnologias de comunicação. Já a internet móvel, por sua vez, aproxima o homem do desejo de propriedade, fazendo surgir uma nova cultura telemática, com novas formas de consumo de informação e novas práticas de sociabilidade. Segundo Townsend, essa novas comunicações denominadas wireless definem rapidamente a própria natureza da aparência das ruas urbanas do século XXI. A rede global de celulares foi combinada com o sistema de transporte de superfície e ar para fornecer níveis de mobilidade sem precedentes. Os rígidos sistemas de jornadas e horários de trabalho introduzidos durante a era industrial estão definhando frente às constantes renegociações de movimento e comunicação. (Townsend, 2004).

2- Pensar em uma REMIDIAÇÃO para um sistema de CMC, de forma a abranger a mobilidade. Explicar se é mediação ou hipermidiação.

O GPS é um sistema de posicionamento geográfico que nos dá as coordenadas de um lugar na Terra, desde que tenhamos um receptor de sinais de GPS. Este sistema foi desenvolvido pelo Departamento de Defesa Americano para ser utilizado com fins civis e militares. A nossa posição sobre a Terra é referenciada em relação ao equador e ao meridiano de Greenwich e traduz-se por números: A latitude, a longitude e a altitude. Assim, para saber a nossa posição na Terra basta saber a latitude a longitude e a altitude. Por exemplo, os aeroportos têm as três coordenadas bem determinadas, que estão escritas em grandes cartazes perto das pistas. Os sistemas automáticos de navegação aérea utilizam esta informação para calcular as trajetórias entre aeroportos. Sendo assim, imaginei criar um sistema que cadastrasse números de endereço IP de determinados computadores (ou seja, de grupos de relacionamentos, por exemplo, de amigos) que pudesse da mesma forma reconhecer o posicionamento através da localização dos números IP de cada conexão móvel. Assim, poderíamos encontrar as pessoas desejadas (amigos, familiares, colegas de serviço) através da identificação da conexão, que forneceria as mesmas coordenadas de localização de cada máquina em funcionamento.

3 - Analisar como a mobilidade interfere na POLÍTICA no ciberespaço. Dar exemplos.
Estamos vivendo em uma sociedade onde conexão é também sinônimo de mobilidade. Os novos recursos como Internet sem fio e telefonia celular de última geração levantam novas questões em relação ao espaço público e o espaço privado. A exemplo disso, como André Lemos explica, verificamos a privatização do espaço público (onde nos encontramos quando conectados à internet em uma praça ou quando simplesmente falamos ao celular no meio de muitas pessoas na rua), a privacidade (cada vez mais deixaremos rastros dos nossos percursos pelo quotidiano), a relação social em grupo com as smart mobs, etc. Essas novas formas de comunicação sem fio acabam por redefinir o uso do espaço de lugar e dos espaços de fluxos. Nas cidades de hoje em dia, os tradicionais espaços (rua, praças, avenidas, monumentos) estão, aos poucos, transformando-se em espaços de fluxos, espaços flexíveis, locais de interação comunicacional. Com base nesse raciocínio se pode dizer que há uma reconfiguração do espaço e tempo, uma nova configuração que implica que a forma e o propósito da comunicação definem o ‘publico’ e ‘privado’, e não o espaço no qual a comunicação de fato acontece.

4- Analisar como a mobilidade interfere na SOCIABILIDADE no ciberespaço. Dar exemplos.
Considerando que o ciberespaço é uma dimensão da sociedade em rede, onde os fluxos definem novas formas de relações sociais, podemos entender que o espaço material é que organiza o tempo, estruturando de certa forma a noção de tempo em lógicas diferentes e algumas vezes contraditórias de acordo com a dinâmica de sociedade e espaço. Porém, se o espaço material organiza o tempo, a necessidade de um tempo-real das redes comunicacionais colabora para a sensação de fim do espaço através do tempo, na forma de um espaço virtual. Assim, podemos dizer que o tempo-real também implica na organização de novas relações sociais que se expressam na formação de um espaço virtual e na reestruturação do espaço concreto que preexiste, ocasionando um intenso processo de inclusão e exclusão de lugares e pessoas na rede. Então, posso concluir que essa sociabilidade do espaço virtual simula a via do real e se caracteriza pela não-existência do contato direto, permitindo mais fôlego para que a sociedade possa investir na sua individualidade. Essa existência interfere diretamente na nossa rotina e no local onde vivemos. Os usuários da rede acabam, em função disso, modificando seus hábitos pessoais e a forma de interação com a cidade onde vive. A exemplo disso estão as telecidades, que nada mais são do que um conjunto de máquinas que interagem simultaneamente via rede de informática, provocando um esvaziamento do espaço urbano e um investimento no tempo. Segundo Castells, ela não caracteriza um lugar e sim um processo caracterizado pelo predomínio do espaço de fluxos.

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